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20.11.08

Vamo conversar, Bacana



O Juiz Incolor
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Clique aqui pra ver a musa.

27.10.08

Revista Chute III - compartilhando a idéia

Ficou pronta nesse sábado, dia 18/10/2008 o terceiro número da revista proposta e editada pelo movimento Dulcynelândia - Revista Chute, e será lançada no 6º Chute, dia 02/11/2008, dia dos mortas, dia mexicano dos mortos, dia de festa.
Mantendo o formato do segundo número, a revista tem 32 páginas, xerocadas, capa de papelão pintada à stencil, formato 14x21cm e costura à barbante. O custo médio de produção por revista é de R$ 0,96 se descartados custos de corte, pintura e costura. Os autores publicados não são pagos e contribuem para e com a revista propondo obras sem restrição prévia. O conteúdo só é cortado se as contribuições ultrapassarem o número de páginas pré-estipulado, o que ainda não aconteceu.
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Vai aí um chorinho:

Um dia seremos abortados, Bruno Zagri, técnica mista. Publica em http://www.flickr.com/photos/brunozagri/

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Esse número é o primeiro coom alguma unidade de diagramação e design, posto que os trabalhos entregues o foram em sua maioria feitos digitalmente, diferente dos números I e II onde grande parte das páginas foi entregue pronta para ser colocada na matriz para xerox. Deu-se prioridade para uma diagramação limpa e pouco variada, aproximando-se o produto final mais com um livro do que com a revista quase interativa que é hoje padrão.
Integram seu conteúdo tirinhas, poemas, contos, micro ensaios, textos políticos e artes visuais de artistas de diversos estados do país.
Ainda não sabemos o fim da coisa, mas sobre ela bastanos para o agora vivê-la.
Fundamentos e outros do gênero foram escritos em http://revistachute.blogspot.com em agosto de 2008 e publicados na Revista Chute II sob o título de Saiba sobre e faça junto, acompanhe a conversa.

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E mais um. Conto publicado na Revista Chute III em primeira mão.

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Estou no Flamengo e de repente as palavras perdem significado, não sei mais o que significa "de repente", talvez por isso tenha começado o texto me localizando no espaço: "estou no Flamengo" e depois uma palavra da qual exprime uma sensação - a de não saber localizar-se no significado - "de repente". Talvez seja a fome. A mão tremida, uma leve cólica e as pernas cansadas. Eu tinha então exatos um real e cinquenta centavos, tentei sim me situar à minha fome estomacal e fome de lucidez. Apesar disso fui ao Cine Paissandu e não resisti: comprei um ingresso para a "A grande ilusão" de Jean Renoir. Por quê? Será mero estímulo consumista burguês? Confesso que assim que comprei o ingresso me arrependi, depois pensei: "foda-se". Também penso que é mais fácil que eu conheça alguém que me alimente, com cerveja e alma, que faça uma boa história. E... De qualquer forma, sou uma assalariada. A minha fome de arte é suicida, vai até onde o corpo aguenta. E é o último dia do Cine Paissandu. Talvez eu queira sentir um pouco daquele ar sessentista, tanto é que estou num restaurante vizinho onde a galera costumava beber. Ps: "estou" de corpo presente, sem consumir nada, apenas escrevendo este texto com devaneios de cheiros vindos da cozinha. A mão está mais ágil agora, como a de uma velha pensante. Então: tomei decisões difíceis, todo mundo toma. Sem elas eu não estaria aqui. A escrever, a divagar dentro do meu próprio vazio, a esperar por um filme, não sei mais o que é, só sei o existir. A questão é justamente essa: não há entendimento ou explicação [símbolo], há o existir? O viver dentro da gaiola da Liberdade, onde cedemos para ter nossos desejos existentes. Pensar que vamos saber, simplesmente porque temos uma linguagem desenvolvida... Não, ainda somos tão animais quanto o cachorro de Clarisse. E somos tão reflexos de reflexão que sentimos o ser, não mais como ilusão alienada, mas como responsabilidade, por vezes, vazio - a dita má-fé -, sempre, às vezes, é bom repetir velhos lemas. Não mais estou confusa. Não mais sinto angústia. Sinto cheiro de comida e lembro que não tomei banho hoje.
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Raísa Inocêncio, é de Fortaleza, radicada no Rio de Janeiro atualmente, estuda Filosofia e publica em http://opao.blogspot.com

30.9.08

Carretel

família e convidado, nanquim, setembro 2008
lavanderia, nanquim, setembro 2008


Ele, o Carretel, em SITUAÇÕES.
O cotidiano de qualquer um de nós, carretéis das mais belas cores de linhas/fios, é surpreendido por choques metropolitanos de todo gênero. O cotidiano (já não tão cotidiano assim) agora sofre intervenções o tempo todo; somos coagidos/induzidos/...idos/...

idos a andar pela contra-mão e pelas marginais, e isso gera a M A I O R imagem jamais!! vista por um par de olhos (ou por um olho só).
Só através da M.V.S.P.I. (Máxima Variante de Situações Possíveis e Impossíveis) é que podemos enxergar o amor em meio a tanta fumaça e poeira de concreto.

7.9.08

Tiago Skol








Ambas as peças são de uma exposição feita em 2007, por Tiago Skol e um artista plástico amigo. Havia projetos, este ano, da coisa se expandir para uma exposição mais ousada em Lisboa, com novas peças, seguindo a mesma linha. Entretanto, o artista tem se concentrado em projetos pessoais; uma fase mais introspectiva. Ultimamente, tem feito experimentos com placas de trânsito e propaganda barata - panfleto, sticker - de rua. Bom pra caramba.

O Tiago é artista plástico e diretor de arte num estúdio de criacão publicitária.

6.8.08

Passarão

Philippe Bacana, nanquim. Fase nova. Bastante nanquim e bastante stencil. Em breve o artistinha estará cá pelo rio pra trablharmos juntos. Boa vinda. Boa volta pra mim ao mundo dos blogs.

29.6.08

Débora Montagnoli


Sem muito. A Débora é do interior de São Paulo, Sorocaba, estudante de Artes, erradicada desde 2006 em Curitiba, onde estuda na UFPR. Tem um trabalho de traço pouco que eu gosto muito. Desenvolve pesquisa relacionada com arte-gastronomia, arte alimentação, estética-comida e tal e transa no erótico imagético muito bem com desenho e foto. Animando ela aparece mais. Bem vinda Débora. Menina boa que eu conheci de moleque quase adulto, quando ia embora pra Porto Alegre nas viradas de 2004/2005 numa praia ilhada e doida. A gente já transava arte e ela dava aula de pintura. Pus fé e ficamos amigões à distância dessa longa data até então. Hoje ele descamba pra coisas muito legais e eu fico contente. Tomara que apareça mais por aqui.

18.6.08

Henrique "Jira" Smith





O dono desse olho é o Henrique - vulgo "Jira" -, amigo e fotógrafo que tem feito um trabalho fantástico ultimamente. A inércia da coisa, na brincadeira com a luz e nas relações de proximidade-distância entre planos, busca capturar o momento em que - inocente ou consciênte - sampa se insinua sem vulgaridade ou lugar-comum. O papel solitário no lixo, o enigma da augusta, os trabalhadores ao pôr do sol, o lanche de meio-fio. Tudo com uma solenidade brusca, pra encher os olhos.

Aqui, para a vitrine, escolhi com ele três obras em pb, mas só pra ser o pão francês com azeite e sal. O PF tá aqui dentro.

Entrem e gostem.

11.6.08

Helena Marc























Mais uma. O resultado não é brincadeira, aliás, é brincadeira séria. O modelo o Bacana. As fotos da Helena. Tem aí uma coisa com cor que não se faz fácil e vale a pena reparar. Ela é estudante de artes visuais e fotografa, esse é o primeiro trabalho dela que vejo em foto de arte - ensaio-atelier assim.Na foto-corpo e em ambientes urbanos, ela já manda bem a muito tempo, muita ousadia e apreço juntos, tá aí um troço que faz bem. Pra ver
clique aqui. Esse é um trabalho conjunto com o Philippe Bacana, artista plástico e performan-doméstico. Para ver o mais Bacana, clique aqui. Fiquei muito contente e surpreso e satisfeito por a parceria. Que haja. Havendo a gente põe aqui e prestigia. Viva Helena.

4.6.08

Thiago Balbi

Maleducada - caneta e tinta nankin sobre papel Canson (texturizado digitalmente) - (abril de 2008)
O Thiago é morador por opção de Santos-SP, ilustrador e graduado em design gráfico, já teve seu trabalho veiculado pela revista Fórum, e agora pela Caros Amigos. Tem coisas muito legais no que seria uma iconografia do Thiago, esse personagem aparentemente de madeira está em todas as obras, os ramos às vezes verdes, agora vermelhos aqui presentes também são muito comuns em sua obra. Pra fechar a trilogia de íncones, nessa obra especificamente faltaram os rostinhos - carinhas com pouca expressão, mas geralmente abatidas - que figuram em grande número os outros trabalhos. Vejo esse cara que sonha, de 28 anos, como artista mesmo. Que ele fala que não é. E vejo pelo traço autêntico, pela concisão de proposta e de linguagem que figura seus últimos trabalhos. Bom pra cacete! Quem quiser ver mais do caro Thiago Balbi, veja lá, na sua galeria virtual.
Salve, Thiago, salve, leitores participientes do Maná!

22.5.08

William Galdino 2


Passagem, gravura em metal 6/8 - 2007

Tá aí o segundo trabalho do William aqui no Maná. William, apareça por aqui pra falar pra galera sobre o trabalho. Já postamos, isso a uns quinze dias, uma litografia do autor.

12.5.08

William Galdino

isso você vai ter que carregar - 5/10 litografia 2006

O William, poeta, gravador, pintor, desenhista e conselheiro amoroso tá trabalhando para caralho, a conversa é simples: traço próprio, força expressiva enorme e paixão, cuidado e suor sobre a coisa-arte. É aluno da Escola de Belas Artes da UFRJ e integrante do blog Presença. Recentemente expôs do Parque das Catacumbas, ilustrou Elementar, publicação coletiva do BlogPresença e outro romance, o do João, que eu não lembro o nome. Veja mais William.



8.5.08

Marília


Philippe Bacana, imortal e em prática. Esperando segundos para a nova coleção: Queridos Bandidos, que será lançada em agosto aqui no Rio. A obra Marília, óleo 1,30x2,10.

2.4.08

Corte (serie ilustraçoes poéticas)



Corta o sangue
As veias pelo meu corpo
Bate forte motor
Concentra, Purifica e mantém
Circulante a lamina vermelha
Onde mal e porcamente
Sustenta vivo meu corpo

Matéria viva e suja
Impura
Imperfeição da natureza
Corpo corpo corpo
Estranho, estrangeiro
Alienado de sí mesmo
Forma desforme e grosseira
Corta o tempo ao tempo
Em que o sangue corta minhas veias

18.3.08

Degradação


meu olho chora
só um,o direito
mas não chora por amor
por tristeza, raiva ou dor
nem por qualquer outro sentimento
Meu olho, o direito, o que chora
chora por meu corpo
Pois meu corpo chora
Não sabe até quando estará lá
mas sabe que se encurta o tempo
sabe que já não há tempo
por isso chora meu corpo
e lágrimas escorrem direitas ao olho

25.2.08

Abalar -- série ilustrações poeticas--


Abalar

9.2.08

O Risco


Essa ilustração foi totalmente produzida em software livre.
Material usado:
CPU: Pentiun D 3400
Tablet Genius Mouse Pen 8x6
S/O: Linux Ubuntu
Software: Inkscape Illustrator

Até hoje, esse é o melhor programa que já vi para desenhar com tablet direto em vetor. A ferramenta que ele possui aproveita os recursos do tablet de maneira que nunca vi antes, nem mesmo no nosso querido Adobe Illustrator. ele simula de maneira exemplar um pincel ou uma caneta nanquim, ou mesmo uma bic. Para um software livre que está em uma de suas primeiras versões já começou com o pé direito e na frente de muito programa milionário.
Bom, para quem se interessar por ele o download do programa é gratuito e ele tem versões --em português também-- para Mac OS, Linux e Windows. O site é: http://www.inkscape.org/
ou vc pode baixar nos sites como http://www.superdownloads.com.br e ou http://www.baixaki.com.br

28.1.08

Ovelha Negra - E a Ironia?


17.1.08

Felipe Araújo


Bom, hermanos, isso é uma coisa boa que eu conheci essa semana. O Filipe Araújo, daqui do Rio. Que eu acho que tem tudo a ver e por isso mostro. Sei pouco sobre o artista, mas ele tá vindo da abstrata e do surreal e se adaptando a uma linearidade, essas obras são parte dessa nova fase. Apreciem. Degustem e reclamem com ele. O carioca da história publica no http://flickr.com/araujof . Os quadros se chamam respectivamente Corre e Weird Guy.

Sonhologia


Para onde passam os pássaros?
Por sobre passos de quem em sonhos passados
Sonhava que voava por sobre as arvores

Mas agora é tarde, passos passam apressados
Não voam longe, não escalam montes
Não apreciam verdes Prados

Prisioneiros de rotinas diárias
Descontentes com seus trabalhos
Encarcerados, sufocados, encerrados!
Ruas: estreito de enormes prédios e ares pesados

Grandes cidades, pequenas pessoas, muita desigualdade
Não são formigas e nem comem asfalto
São carne viva vivendo em civilidade

19.12.07




Me leve pra Bahia, por Philippe Bacana.

projeto gráfico, Heyk Pimenta

Esse é o poema do pintor. Geral-

mente o pintor avulta e se faz

sentir. Mas em palavra a con-

versa é outra. Nesse caso a con-

versa é a mesma. Bacana avulta,

faz sentir. Via verso.