19.1.09

O cosmo

Um grande abraço a todos do recinto !



As estrelas estão ao meu lado,
Caminho sobre elas,
Pontos de luz
Sem voltagem palpável.
Um andarilho tão impossível
Quanto absolutamente palatável,
Um pescador que deduz
O absurdo das selas
No cavalo alado
Das sãs seqüelas
Irreproduzíveis,
Tanto quanto extraordinárias,
As experiências místicas
Das sensações visionárias,
Absolutamente indescritíveis;
O anzol que reluz
O impossível das velas
Nos campos de vento
Do pó das estrelas,
Inimagináveis
Tanto quanto factíveis –
O cosmo.


(Aos 02 de agosto de 2006, poema integrante do livreto "Lanterna Mágica", lançado em 2006)

7 comentários:

Victor Meira disse...

É bem bonito, Isaac. A adjetivação toda dá o ar de um deslumbramento puro, como o da infância. A poesia é bonita, singela.

O desenho é seu?

william disse...

Eis o marujo Isaac conduzindo sua nau voadora.
Cavalo-alado sem sela.
O poema tem vestes de uma paisagem onírica,surrealista
de sonho atemporal medievo-espacial.
Um vôo que a poesia nos permite, onde esse impossível e fantástico se torna real.

isaac disse...

victor, o desenho é meu, sim. mas mais antigo que o poema e, curiosamente, vestiu-lhe bem. abraços

Tulio Malaspina disse...

Caramba, gosto e muito! O poema todo é uma viagem lúdica de dar água na boca. Ótimo tempo e construção!

abraços!!

Jairo Souza disse...

ótima descrição dos cósmo!
abçs!

Karol Armstrong disse...

"Das sensações visionárias,
Absolutamente indescritíveis;"

Gostei, *-*
e confesso até, estar meio sem palavras

por isso termino com...

Encantada

Heyk Pimenta disse...

Isaac, você acerta. Poema pra ler em voz alta. Pra lembrar que não é só música que se escuta.

Todos os sons numa sonfonia poética.

Tá tudo muito lúcido e lúdico e isso é fantástico, essa díade é doida e linda, né.

Preciso ler mais.