29.1.09

The mente


O componente é parte do composto
o impotente aceita o que lhe é imposto
o indigente quase nunca vê seu rosto
o inteligente não discute sobre gosto.

Para uns, o demente tem o pensamento tosco,
para outros, a mente é um brilho fosco.

Eterna contradição.
Cérebro se alimenta de ilusão.

Por isso precisamos dormir.
Pra deixar o inconsciente fazer a janta,
com os restos mortais de idéias,
que morreram na praia, irrealizáveis.
Arremessadas de seus barcos
durante um violento brainstorm.

9 comentários:

Lírica disse...

Legal, Pedro! Adorei a última estrofe! E o estilo repentista dos primeiros é uma tentação na qual sempre caio. Como um brainstorm... hehehehe. E que bom que vc tá no Zinabre!

Victor Meira disse...

Uhul!!!

Heyk Pimenta disse...

Mano, saudade d asua cara de tõ sabendo.

Bem vindo viu!

Gostei da coisa de mural de variedades do desenho. Tem uma turma nessa por aqui. Tem que trocar as figuritas. E o poema é jóia. Poema piada de rima. Que legal isso, né?

Deve funcionar falando.

Fica em paz. Vamos falando.

Pedro Kobuti disse...

hahaha

legal heyk, saudades dos embates filosoficos.
eu e o joe precisamos pagar uma visita ai no rio qlqer feriado desses.

po, que bom q gostaram, postei uns versos antigos, bem simples.
proximo post acho q vou tentar algo mais ousado.

grande abraço

tomazmusso disse...

muito bom cara, gostei também... bem rimadinho mas gostoso, pequeno de tamanho e grande de significado!tem um lugar misterioso que é legal também... e o desenho é um mundinho né... Valeu!

william galdino disse...

Olá Pedro confesso que a repetição das rimas do primeiros versos me causou uma certa resistência à leitura, dá uma truncada no poema. a segunda parte do poema tem mais força , um violento brainstorn:
o sono é o nosso navegar por uma loucura permitida.
E com direito a ilustração natalina.
abraço e até.

Philippe (bacana) disse...

bom demais pedrão.
to contente e orgulhoso do desenho, demais msm.
que beleza!

um grande abraço.

Lívia Ferreira disse...

Mto manero,
A última estrofe é perfeita!

isaac disse...

no começo ele vem com mais consistência, num ritmo bastante claro - e quando chega na parte do inconsciente fecha como que numa preciosa e inesperada análise, que propõe ao leitor.
pedro, mto maneiro esse poema !