7.6.10

Promessas do Sol

Esta é mais uma noite que eu não dormi porque tenho insônia. É uma bosta, mas não me preocupa mais... só levo. Cheguei as 23:00h como sempre, mas desta vez estava inspirado pra trabalhar. Enquanto comia, coloquei algumas folhas de papel e minhas canetas na mesa. Tomei vinho, ouvi Milton e desenhei. Foi bom: saiu um desenho simples e que me satisfez. Fiz o desenho pensando em posta-lo hoje. Ele representa uma musica do Milton Nascimento chamada Promessas do Sol. É FODA. Segue a letra. Não encontrei o link dá música, mas procurem baixar porque é ótima.


PROMESSAS DO SOL

Você me quer forte
E eu não sou forte mais
Sou o fim da raça, o velho que se foi
Chamo pela lua de prata pra me salvar
Rezo pelos deuses da mata pra me matar


Você me quer belo
E eu não sou belo mais
Me levaram tudo que um homem podia ter
Me cortaram o corpo à faca sem terminar
Me deixaram vivo, sem sangue, apodrecer

Você me quer justo
E eu não sou justo mais
Promessas de sol já não queimam meu coração
Que tragédia é essa que cai sobre todos nós?
Que tragédia é essa que cai sobre todos nós?


Milton Nascimento e Fernando Brant

8 comentários:

Victor Meira disse...

Lindo, Bacana. Muito limpinho e simples, como você disse. Os detalhes tem uma leveza singela.

Tenho vontade de ver nanquins seus mais elaborados. Gosto muito da leveza e simplicidade, mas fico com vontade de ver um puta desenhão bem trabalhadinho, sabe?

É, pode ser groselha minha. Mas foi uma vontade que bateu. Acho que ia ser legal.

Abraço, nego!

Manaus disse...

não tenho muita técnica pra analisar,
mas sei que gostei

Heyk Pimenta disse...

muito bom, caro!
Esquece isso de colocar muito traço! o victor não entende nada!
fica querendo pedir pro hôme mexer no traço.
Mas se bem que o bacana tem coisa complexa sim.
MOstra aí, viado!

e quadrinhos e livro infantil? isso acho que funcionaria. Cadê os roteiros?

muito bom!

Heyk Pimenta disse...

Acho que vale mais um comentário:
viram como as flores que estão perto do casaco estão "no" casaco?

E ai então o personagem no desenho passa a ser uma metáfora da terra, uma forma de patcha mama, pois no corpo traz as flores, o céu, e as camadas supra solares do universo, feitos, e vejam só, em tema indígenas. esse monte tracinho um do lado no outro que tem no balaio da vó, num ou outro bracelete que a gente compra em feira de praia, é desenho/tema indígena mesmo. Mandou, bacana! o desenho encara num jeito por mais sem querer que seja uma perspectiva cosmológica indígena. Primeiro as flores, o vazio e o céu, depois os temas, seja, a forma com que os índios veem o mundo.

Bom bom bom.

Victor Meira disse...

Eu tinha certeza de que o Heyk ia chiar, hahahaha.

Heyk, cê é que não entende nada, bichona. Vontade é vontade. Tive vontade de ver isso e falei. Coisa "complexa" eu só vi nas telas até hoje, acho; no nanquim normalmente a coisa é sequinha e simples.

Mas sempre gosto, Bacanóide.

Philippe Bacana disse...

isso mesmo Vitão! num dá moral pra esse mineiro trapezista, não... rs
mas sério: acho bom saber o que gostariam de ver, o que poderia dar uma boa composição pro trabalho. Eu acho que sei mais ou menos o que você quer dizer com a complexidade da bagaça... já vi mta coisa parecida com a minha, só que com o quadro cheio de informaçoes.
Eu até tenho vontade as vezes de experimentar algo assim, mas na verdade eu ando fazendo uns estudos pra conseguir um resultado completamente oposto. Tô prestando atenção do forte dos ilustradores: a parada de ser preciso, conciso.
to acreditando sim que - é + sabe?
tá sendo bom!

Rachel Souza disse...

Gostei bastante!

Pedro Gama disse...

Vai nessa onda! A ilustração inteira funciona muito bem como nada tivesse alí pelo acaso. Segue mesmo essa máxima - é +! Abraços