15.5.10

A partir dos textos do(s) coletivo(s) e em especial dos últimos extras do Túlio (nós ali discando...)

Podemos começar com as presenciais, com bate-papo, leituras e que tais. Sim: o que caber na menor distância, os de perto, claro, dada a nossa variedade de pontos ficados e lugares; mas quem sabe também uma vez ao ano todos se vendo, num encontrão, nuns móveis? Bagunção moral: Quero pretender pra não ter que escrever, descarga. Leio. Creio. Politico. Hiboteco. É claro que o Maná é um coletivo de fato, sólido e respeitável entre nós e pra fora de nós; no entanto, ainda assim não deixa de ser uma janela firme e desejável da exibição subjetiva de cada um (já falamos nisso nesse mesmo canal, nos extras - ou extrangulamentos - do texto de alguém); ou leia, a inflexão que não vira muito ao gosto alheio, assim que se coça ou se arrepia (por mais da intimidade: vide nossas trocas e entradas a comentar com segurança o outro, as vezes mais até do que criticamente, por sabor de carinho, desabusando o ponto xique, já seria vermos pela janelinha, como ainda bem o faremos). Sim. Ótimo. Maná Zinabre. Assim ele começa sendo pelo menos, apresentação de situações emocionais, sensoriais e de intelecto únicas, com algum valor gratuito, crente e de(s)ente de troca; sim, o Maná; sim, uma "mostra" mesmo, entre outros "mostráveis", por ora, isolando assim: um coletivo então, nada que não isso! Até agora, jóia. Mas mais tomadas. De pessoais, viraremos pessoas - e se bem seguindo os coletivos do Vitor: o de pessoas: pessoal - ou seja, um caminho de verdade(s). Daremos a corda então para que todos possamos pegá-la, nos alcançar de perto? E cortar com o isolamneto vir-tú? Passar disso da mostra, sem pensar em interrompê-la um dia ou minuto de gozo sequer (os que não vivem sem tirar, ou tampar, botar pra tomar sol, claro-escuro)? Eu por exemplo não conheço pessoalmente alguns dos colegas pensantes, ou a maioria que respeito ou admiro; só vi um meio rosto, paginal, sem articular a boca e tremer o cáuculo desastroso dos desejos. Sim, com gosto. Leio a todos e me organizo a partir disso, ou seja, do nosso próprio repertório em aberto no coletivo, servindo de timão - com sensação apoio-me, mais do que apoio ou não apoiaria. A ficção tamém de algum jeito não nos ignora. Caro Maná. Faço política com ele. Na minha televisão passa: que sem ele não estaríamos nem nessa agoreta... Bração em todos, Rod.


E por falar em coletivo tentei recolher um ferroviário carioca bem juntão, vamo nessa com algum distanciamento, a primeiro jogar as malas e saltar-soprar...

Casolândias:

Trazê pra botá pra fudê. Lá vem, negro. Da boa, da melhor, meu neguinho. Se prepara que hoje a sua mãe vai longe, batê cu a buceta nas nuve, e o trenzaço vai cortá a merda cocô do nenê, que; ih, ó, lá vem ela, ó, lá, ó...

Tá boazinha já. Disse-se afastada três mêse.

Porra nenhuma, quem sabe deu sô eu. Só vô no trem. Num tenho sono nunca. Entre nós aí: mesona botando pra mim é porra, cuspo. Me dá um pito aí, merdina. Vai, sangue! Meu filho de três mêse tá cum deus, agora tá em boas mão. Caralho a quatro; vai daê, que dói sô eu, sanguera...

Tô no recuperação da casa de chiquito. Um mês. Pra lá de Costa Barros, alento desertão, chama. Cum almoço, desensacado: arroz cum fejão cum abóbora cum vage... Por cima do prato e das mão... E trem!

Se deus quiser, tomara ele, agora tu fica de boa, menina. Qual é teu nome? Cadê tua mãe? Sonho trem.

Japeri é caralho teu! É bem notra ramal. Eu moro. Eu namoro. Se foi pra nunca mais aquele corno velho do amado... O pai dele igual. Vivia de bicho aluguel de cachimbus. Bus do crack, negoooollll...

Faiz aí mermo, faiz...

Lá vem, neguinho, lá vem, ó ela... Caga essa porra! Caralho sai daí, filho da puuutaaaaaaaa!!! (Cadê o meu, dá soprinho aê, meu... Passa cuspo nu cu... Vai se fudê; tua chiquitita vai virá pasta de sangue, viu; casota é um caralho. Eu é não, nunca fui! Se foi agora...

Por fora, no respeito: Era Japeri, sangue, eu vi ramal; carinha, o merdina ali despencando da porta, pisando chero, cum a pasta de fejão, pedindo e esnobando ao mermo tempo, cartelado, é craque de futebol, eu vi, cagueto logo, casueto, sopro; se pá pai, e de num sei quantos, negro, passô...

E este, no antes, de dentro saltando pelo grito, desalinhando os embarcates, dessa vez ficando e não: da puuutaaaaaaaa!!!


Rod Abriuto.

Um comentário:

Heyk Pimenta disse...

A defesa é razoável. Mas já fiz mais política aqui.
o conto é doido. Joia. Não faço todas as conexões.