5.5.09

Poesia por nada

A poesia tem gosto de maracujina,
Um leve rabisco no tempo
Uma saída no que há de não haver

Alça voo nesse dia triste
Nessa hora inútil
O tempo que queira

A carne apodrecida
Alimenta o pássaro negro.
Assombra circula, em
Infindáveis clareiras

Alça voo, alça voo.

A verdade não há de haver
E ainda estou aqui
Sem milhos, nem pombos
Numa praça esquecida talvez
Onde o rabisco é tempo
E o tempo há de não haver.

Um rabisco de lembrança
Pois o dia triste é uma alegria
E a morte a última ceia.

Seja inútil ou que floresça
Há de permear os ares
Há de estar lá.

2 comentários:

malaspina pai disse...

Estive aqui...li e gostei...

parabéns

Karol Armstrong disse...

"Numa praça esquecida talvez
Onde o rabisco é tempo
E o tempo há de não haver."

*__*

Gostei do que li!!
^^