3.12.07

Cilindros à Frátria Amada

tem muita história nessa água
e só de escafandro num vai dá mesmo
se a beira do Xingu tivesse caldo
caldo tinha era em São Paulo
daqui três séculos
e em baixo d’água

foi o aqüífero guarani que explodiu
quando o metrô derreteu
e sumiu com a nega do victor
e fez peixe voar do céu de bronze do bacana
e fez o weber saber o que tava falando
fez o valor ser mais moeda de troca do que a moeda
a ética pondera o troco
e o troco exacerba a média

é pressão craniana
onde o ar virou lago
virou útil a antena parabólica
peneira samburá rede de pesca
noite grafite eufórica
foi ele que chorou demais

fui eu que gastei o cartão magnético de Curitiba
em 92 tava tudo em dia
mas acabou de mudar a regra

foi o Tietê que virou promessa
foi design que forçou a barra

acabou de acender um cigarro
o cara do barco à fibra óptica
que ligou o motor e foi embora

ou a gente cria guelra
ou junto com água engole a Terra

5 comentários:

Gilson Junior disse...

nô-se...Homi treín didoido.

cumékitá? Poemeiro de tudo,hein?

abraços poemeicos.

Zé(d's) disse...

ou a gente vai pra marte...

Philippe (bacana) disse...

gostei demais. é agente aí né! haha!

e marte tem peixe. certeza.

Victor Meira disse...

É o liquidificador das impressões! No fim, a palavrorréia sai linda e dá vários nós na cabeça doida.

Esses nós são tua cara, seu Heyk.

Guila Sarmento disse...

Putz, concordo com o victor de novo, liquidificador de impressões, e como já venho lendo os seus poemas faz tempo, arrisco-me a dizer que é estilo seu mesmo! E muito bom... me lembra um pouco o Zarvos...

beijo heyk