10.10.07

a rua no bloco.

Beleza roubada em forma de flor e mato.
Sagacidade que flui indiscriminadamente.
descalço, caçando
Por trás, sexo. audaz, sóbrio, porre. gozada que faz de mim.

Minha noite que não pode e não tem amanhã.
álcool, cigarro

Por trás, foge.


Minha Minha Minha
Cabeça Cabeça Cabeça
que roda que roda que roda

pergunta
responde
sugere
prefere
muda, de, cor.
mudadecor
Busca intensa e fervorosa.
Cabe quantas noites numa vida?
Manhãs.
Quase de dia.
Sol, praia, asfalto, crack, cama, sonho, e vida.




Vinicis Fabio

4 comentários:

Viviane de Sales disse...

Sendo adolescente, quantas vidas eu gasto numa noite? Crack, craqui, craquê... Não importa, qualquer caminho vale para se construir uma fuga. "Nenhum poeta escreve/ perto do sol". Agora, por exemplo, estou tentando acender um cigarro, daqueles.
Mas perdi minha caixinha de fósforos e meu isqueiro vermelho...
De novo, pessoal, parabéns pelo blog. Pelo bloguê!

isaac disse...

alo moçada!
bela poesia, pela urgência, pelo roda-roda, pela ânsia de vômito - e ânsia de vômito sempre precede uma redenção daquelas.
abração !

Heyk disse...

Sabe,
eu sabia que isso era do vinícius, não conhecia o texto. Mas soube que era dele, por exclusão ou por possibilidade. Mas caramba, é, é verdade, eu fico é bobo com a qualidade que tá saindo dessa janela de pixels.

voa lá
vois la
sabe aquela coisa
aquele negócio de
toma que eu tomo
rima
rima mesmo e rima solto
sem torcer a fila
sem engulir o grito
e rito é rito
religa pra esquentar
e se no fim a mesma dá na mesma
vamos todos juntos dar
sabe né
é isso mesmo
dar em algo que
surga
suja
cuja carga cogite a coisa
tira o excesso
sem limpar
deu no que deu
coisa coisa mesmo
coisa eu

Sol na Garganta do Futuro disse...

o vini é um poeta jovem e velho ao mesmo tempo.

ele guarda no peito, há muitos anos, um monte de poesia.
Poesia de vida, de morte, de passagem, de climas.

ele tá se experimentando.

curtam ele ai, ó.

to curtindo há um tempão, aprovo.

Daniel Bosi.