22.10.07

Insône insano (ou vice-versa)

É... É madrugada.
Sabe daquelas pensantes?

Sono... Sono? Sono...

Finjo que não sei
Enquanto penso naquilo que esqueci.

Esqueci mesmo, agora só sinto;
Sinto e imagino!

Tinha uma rima na ponta da língua;
E a lua míngua...
Sei que pareceu proposital e forçado,
Mas é verdade mesmo.

Que a lua o prove!

Não sou Álvares tampouco Gonçalves,
Ainda assim choro letras...
Sem romantismo, escuto a canção;
Sabe àquela canção?!

É! Aquela...
Aquela que pra mim é blues;
Talvez pra ti seja pop
E pro
Outro
Tilha de um Hitchcock.

Samba ou rock, eu quero mais salame.
POR FAVOR, GARÇON!

Qual som?! Sei lá...
Ah! Lembrei. Sono... Sono...

Amanhã talvez são.

9 comentários:

Victor Meira disse...

Hahahaha, Alben, eu nomearia a mesma obra de "Poesia de um bebaço paranóico", hahahaha!!!

Gostoso lê-la pela despretenciosidade que ela carrega. É uma poesia não-poética, e sustenta muito de uma verdade extremamente auto-crítica. Digo paranóica por trechos como "Sei que pareceu proposital e forçado", ou "Não sou Álvares tampouco Gonçalves", ou "Talvez pra ti seja pop" nos quais você justifica - não sem beleza - o reconhecido fracasso da própria ébria experiência poética.

E como eu disse, é gostoso ler esses relatos, é gostoso ver humildade e despretensão no meio de toda a fuzaca prepotente - e digo longe de me excluír disso (que aposto mais paradoxo).

Um abraço e um chêro nesse cangóte fedendo pinga.

Alben disse...

Elaiá!
É o que eu digo: Se eu fosse Apolo, seria o senhor dos girassóis.

Valeu pela crítica Victz ;)
Poesia Rivotril essa ae...

Sol na Garganta do Futuro disse...

nossa eu ia comentar aqui justamente algumas coisas muito parecidas com as que o Victor Meira comentou.. rsrs

e esse lance, como ele disse, da "humildade e despretensão" foi o que mais me chamou a atenção. Como se fosse uma poesia embebedada mesmo. Despreocupada. Como alguém realmente já embreagado..

e também senti cheiro de pinga.

abrações!

Daniel Bosi

Heyk disse...

é o modernismo que não larga nosso pé.
Na arte urbana cotidiana é que a gente se revira e é por isso que sai isso, sai assim. Nada pretenso na forma mas as ambições não são medidas por isso, e essas independente da qualidade da obra estão em nós.
Eu achei enjoativo os "-ock"s que o texto traz. Mas tirando isso, achei um texto gostoso e leve. Coisa fluxo de consiência autêntica.

Parabéns, alben.

Heyk disse...

o que é poesia rovotriL?

Victor Meira disse...

Hahahah, Rivotril é remédio pra transtornos e disturbios de ansiedade, tensão nervosa, e esses tremilique de piripáque...

Viviane de Sales disse...

Perdi o sono, a inspiração e o café na casa dos vizinhos.
Paranóias não me protegem do mundo urbano... Ainda não.
Relatos de um país, com mil bocas falantes e outras milhões em silêncio... Aquele, das línguas cansadas. Preciso dormir, sonhar, e acordar... de repente.

Anônimo disse...

Não é poesia Rivotril não, Alben! É poesia sensorial, que acorda os nossos sentidos... que é conversa de bar... cheia de verdades e autenticidades e simplicidades. Tá mais pra cafeína pq aguça a vigília noturna, embora ébria e amnésica. E é cheia de metalinguagem! "Mira que rico"!

Heyk disse...

esse anônimo parece o rod, tem o timbre dele.

E brigado pela explicação farmaêutica, gente.