5.7.09

Na ausência de um Tulio, um Marcos.

Escrito por Tulio no fim de junho: Nessa primeira semana de julho vou para o ENCA (Encontro Nacional de Comunidades Alternativas), em Goiás, e não terei como postar no Maná. Não poderei nem comer carne - se comer serei enforcado nas tripas de quem usar celular.

Assim, me pediu pra postar o trabalho de um amigo, ou um achado poético recente. Uni os dois e vos trago Marcos Saad, amigo das antigas (lá de Engenheiro Coelho, pelo menos nas "antigas"). Descobri recentemente sua veia poética e intelectual, e resolvi roubar um poema do blog dele pra lançar aqui. Pra quem quiser mais: meetmarcos. É isso, zinabras.

***

Poemas Aleatórios IX

No prado repousam as flores.
Sem saber. Inocentes pétalas análogas
Despejam radiotavidade e artifícios.
Um show de cores e sarcófagos plúmbicos,
Remetem uma única conclusão homóloga:
Concreto e asfalto salvaram o prado.

Marcos Saad

4 comentários:

Esterilização Obrigatória disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Heyk Pimenta disse...

Marcos:
bem vindo.

a conclusão do poema surpreende, mas não convence. A coisa de ter usado muitas palavras proparoxítonas cansa também. plúmbicos e homólogos foi duro.

No mais, o poema tem imagens muito boas.

"Inocentes pétalas análogas
Despejam radiotavidade e artifícios" é um verso pra poeta nenhum botar defeito.

Essa linha me interessa: nela você acha o Roberto Piva e o recém conhecido meu na poesia, Garcia Lorca, esse é bom demais! Ali você acha essa linha se quiser olhar mais. Joia!

Aparece mais aí na casa... Arrebenta!

Chammé disse...

Nothing like the smell of napalm in the morning

Bença fio.
Dô as honras tb.

Poxa, eu não sei com qual literalidade você levou a radioatividade do poema, os átomos de chumbo. Sei que o forte destaque a flor me levou a Rosa de Hiroshima, e depois ao cogumelo das bombas atômicas, que nessa relação hortifruti-radioativa me levaram a conclusão: sorte do prado que o prédio explodiu no lugar deles.

Ó, quanto aos toques do Heyk, nunca tinha pensado nesses detalhes da forma. Mas acho que dá pra usar o que se tem de proparoxitonas ao seu favor, num é? Na minha pobreza poética, dou de exemplo Construção, do Chico, onde ele pegou a acentuação pra fazer rima.

Manda vê, fião.
Abrazzi.

Luciluz disse...

Sabia que Marcos tinha algo de poeta...O conheci por msn e fiquei encantada.Aliás basta ser poeta para encantar...Eles sim sabem falar ao coração!